21 September 2014
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9 August 2014
8 August 2014
7 August 2014
- Mas dói. Mas treme.
- E no entanto segura-te. E no entanto agarra-te. Faz-te querer mais daquilo, para sempre daquilo. Só o que te escorrega por entre os dedos te prova verdadeiramente que tens dedos. Só quando estás perante a quase morte valorizas a vida.
- Gostas de tremer?
- Preciso de tremer. Preciso de sentir a corda bamba, as pernas bambas, o corpo bambo. Só o que me tira de mim me alimenta. Um orgasmo faz-me tremer, uma euforia faz-me tremer.
- Uma dor também.
- Tenho de entender o que sou. Mesmo que doa. Só quem treme entende o que é. Os outros não são: vão sendo. E nunca tremem. Tenho uma pena tão grande de quem nunca tremeu. O que andam eles a fazer por aqui? Nada do que não me fez tremer foi inesquecível.
- A vida serve para viver momentos inesquecíveis.
- Nunca te esqueças disso. Só existe vida se algo em ti estiver bambo. Só o que te faz tremer te impede de esquecer.
- Faço-te tremer.
- Sempre.
- E quando parar?
- Teremos de encontrar outros caminhos. Outras formas.
- Outras pessoas?
- Se tiver de ser. As pessoas servem para te manter alerta, para te manter atento, para te manter ligado. Quando uma pessoa que amas serve para te desligar já não é uma pessoa que devas amar. O amor tem de exigir vigilância máxima, tens de ser um soldado no campo de batalha, todo o teu corpo à espera de um ataque, de uma bala perdida. E se há algo em que o amor é imbatível é na quantidade de balas perdidas que liberta. Por vezes és atingido e nem percebes. E já não existe amor, só uma dor que se vai alargando no meio do teu peito, uma dor que te consome, que te dilacera, que te abate. Pensas ser amor e é apenas uma ferida. Há feridas que parecem amor.
- Uma distração e o amor acaba.
- Uma distração e a vida acaba.
- Foi o que eu disse.
in "Prometo Falhar", de Pedro Chagas Freitas.
3 August 2014
1 August 2014
31 July 2014
29 July 2014
28 July 2014
25 July 2014
23 July 2014
22 July 2014
"And the day came when the risk to remain tight in a bud was more painful than the risk it took to blossom..." - Anais Nin
(sooner or later you're going to have to face those parts of you that you try to hide. you're going to want to love somebody. don't let your fear hold you hostage in your past. - robhillsr)
#2
Há uns anos atrás disseste-me uma coisa que nunca esqueci. Como sempre foste pouco declarativo, achei que estavas a fazer a maior declaração do mundo. Disseste: - "por ti, atravessava mais vezes a ponte."
Esta frase foi o melhor que me podias ter dito. Ecoou na minha memória até hoje e era ela que me fazia pensar que gostavas de mim.
Talvez me iludisse, mas acho que nunca quis saber se podia não significar muito. Para mim era tudo o que nunca dizias.
Era uma ingénua. Continuo a sê-lo. Está em mim querer ver as pessoas na sua melhor versão.
Mais tarde, disse-te eu: - "Nunca vou gostar de ninguém como gosto de ti".
Ainda hoje isso é verdade. Continuo deste lado para ti.
21 July 2014
Tipo
Não quero um Adeus. Tão pouco que deixes de "chatear-me". A única coisa que quero, é que gostes de mim. SIMPLES. Sem dúvidas. Sem terceiras pessoas. Sem jogos e meias palavras. Não estamos a medir forças, estamos a Gostar.
Quero que confies e te entregues. Que não tenhas medos. O que tiver de acontecer, acontece. Arrisca! O tempo, é agora.
Aceito-te. Aceita-me. Com problemas. Limitações. Fraquezas.
Não temos de ser cópias para gostar. Só temos de nos encontrar.
Depressa, estou à espera. Tenho saudades.
20 July 2014
16 July 2014
8 July 2014
7 July 2014
6 July 2014
a subfelicidade
4 July 2014
2 July 2014
25 June 2014
24 June 2014
Quando me lembra: esse sabor que tinha /A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços... /Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,/Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca... /Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
23 June 2014
20 June 2014
17 June 2014
by Rita Leston
#1
Pergunta clara e objectiva: alguma vez paras e pensas que sentes a minha falta? Que tens saudades minhas? Que me queres aí? Ou que te querias aqui?
Pensas? Sonhas? Pensas(-me)? Sonhas(-nos)?
#2
Farta de segurar o mundo dos outros e deixar o meu cair.
Farta de dar de mim. De me dar a mim. Farta de dar sem esperar em troca. Farta de acharem que eu tudo aguento. Farta de medir palavras para não magoar ninguém. Farta de ter cuidados com os outros. Farta que se esqueçam que, também eu, preciso que tomem conta de mim.
#3
Às vezes questiono-me se pensamos um no outro ao mesmo tempo. Se quando mais me recordo de ti, tu te estarás a lembrar de mim. Se quando sinto saudades, desse lado também sentes a minha falta. Se quando me assomas ao pensamento, eu estou a cruzar a tua mente. Se quando fecho os olhos e te vejo, tu me consegues olhar. Se quando te pressinto, tu me sentes.
Pergunto-me: alguma vez pensamos um no outro ao mesmo tempo?
#4
Temos um filtro no nosso cérebro que não nos deixa dizer aquilo que sentimos. Aquilo que no mais profundo da nossa mente ecoa. O que o coração cala mas sabe de cor.
Temos um filtro que nos faz guardar, seja por pudor, respeito ou medo, aquilo que nem a nós queremos confessar mas do qual temos todas as certezas. Por medo de não ser correspondido e nos colocarmos desprotegidos. Por respeito a quem gostaríamos de tanta coisa dizer. Por vergonha daquilo que é efectivamente a realidade. Por insegurança, por abnegação, por inércia, por medo de falhar. Por tudo e por nada.
Mas, e se esse filtro te abandonasse: o que me dirias?
16 June 2014
sobre...
O segundo e terceiro encontro foram meio às pressas, a tentar encaixar conversas. Valeram a pena, porque estávamos juntos. Os patos, a praia. Dissertações sobre portagens e hipotéticas multas. Mais mensagens. Tantas.
O caminho aparvalhado até Cacilhas para comprar uma piza mafiosa al tonno e beber 2 copos de vinho excessivamente caros. A paragem para tirar fotos da Lisnave. Risos. O jantar e a playlist no tablet. Dedões desajeitados!
A saída nos bares vazios de Almada Velha com um shot doce escolhido por ti e umas caipirinhas no bar de karaoke. Sensações boas.
Depois, em casa, aquela conversa non-sense e pouco articulada sobre aquilo que nunca conseguimos dizer olhos nos olhos. Gosto de ti. E tu, gostas de mim?
Tipo cenas.
Quinto encontro novamente no parque. Admito que estava um pouco amuada contigo com o 'não me apetece' de última hora. Outra vez as pressas. Relutante, lá acedeste em ir ao sushi e gostaste. A conversa sobre mim.
Os cadeados abrem-se com a chave certa. Fala!!
Mensagens banais durante a tarde para manter o contacto e depois o 'Vou desaparecer por uns tempos. Até um dia. Adeus'.
Caiu como um murro no estômago. Fiquei desconcertada. Incrédula. Mas depois voltaste. Disseste que tinhas sentido a minha falta. Eu senti a tua. Muito.
Sexto e sétimo encontro. Jantar, alguns copos de vinho, música e sensações boas.
A seguir, como sempre, muitas mensagens. Saudades. Vontade.
GMdT seu parvinho.
Brida
Quando alguém encontra o seu caminho, não pode ter medo. Precisa de ter coragem suficiente para dar passos errados. As decepções, as derrotas, o desânimo são ferramentas que Deus utiliza para mostrar a estrada.
#2
Cada dia do homem é uma noite escura. Ninguém sabe o que vai acontecer no minuto seguinte e, mesmo assim, as pessoas andam para a frente. Porque confiam. Porque têm fé.
#3
Por isso, assim como nos dividimos, também nos reencontramos. E este reencontro chama-se Amor. Porque quando uma alma se divide, ela divide-se sempre numa parte masculina e numa parte feminina.
#4
E por causa do nosso egoísmo, seremos condenados ao pior suplicio que inventámos para nós mesmos: a solidão.
#5
Porque a palavra é o pensamento transformado em vibração;
#6
As emoções são cavalos selvagens.
#7
Nem mesmo na coisa mais importante da sua vida, o amor, tinha conseguido ir até ao fim; depois da primeira decepção, nunca mais se entregara por completo. Temia o sofrimento, a perda, a inevitável separação.
#8
Porque quando se apaixonava, era capaz de aprender tudo e conhecer coisas sobre as quais nem ousava pensar, porque o amor era a chave para a compreensão de todos os mistérios.
#9
Não procuramos. Aceitamos, e então a vida passa a ser muito mais intensa e brilhante, porque compreendemos que cada passo nosso, em muitos minutos da vida, tem um significado maior do que nós mesmos. (...) Entendemos que existe um motivo para estarmos aqui, e isso basta.
#10
Sujeitou-se a todas as humilhações a que as pessoas apaixonadas costumam sujeitar-se. Aprendera coisas que nunca sonhara aprender, através do amor: a espera, o medo e a aceitação.
#11
Quanta coisa perdi por medo de perder.
#12
(...) quando encontrares uma coisa importante na vida, isso não quer dizer que precises de renunciar a todas as outras.
#13
(...) e as coisas simples parecem sempre complicadas demais.
#14
Ou aceitar uma existência cercada de desilusão e dor, ou compreender que toda a gente nasce para ser feliz.

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